Numa noite, enquanto dormia,
Sonhava com um belíssimo rio.
Uma folha que pela água corria
E de um pássaro brotou um assobio.
No final a água resvalava numa cascata
Onde caía, transformando-se em espuma.
Ao lado estava uma marta
Envolvida pela cheiro a caruma.
O sol ardente brilhava
Estávamos no pico de Verão.
Nas rochas, uma mulher chorava
Nesse momento despedaçou-me o coração.
Ela olhava para o prado verdejante
Com uma lágrima presa nos olhos.
A sua vida tinha sido humilhante,
Vivia escondida sobre uma capa de folhos.
Tudo caiu numa melancolia existente
Que suava da mulher e se alastrava pela floresta fora
Agravada pelo ar pesado e quente,
Olhem como a mulher chora.
É sempre bom parar e chorar
Olhar para o céu e ver
O azul calmo e gritar,
Soltar a dor e parar de sofrer.
Quando ela olhou para mim,
Acordo deste sonho triste.
Recordei aqueles olhos lacrimejantes de marfim,
É a tristeza a que este mundo assiste.
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